terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pra quem não conhece, Bruno Pegorraro.

Profile de seu Blog, texto inteligente de um grande amigo amante da vida e dos amigos.


Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louco, estranho, bonito, chato! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho um mal-humor horrível. Sou viciado em gente. Odeio ficar sozinho. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar o quanto for. Não passo de um jovem que carrega consigo o segredo da vida que não vive. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

MUNDO AS AVESSAS


Para que roubar, se a todo instante alguém vem lhe oferecer algo roubado?
Pra que comprar drogas, se a todo instante um amigo vem lhe oferecer?
Para que namorar, se sempre temos uma garota ao nosso alcance?
Por que estudar, se podemos comprar um diploma?
Por que ficar em casa, se o que nos diverte esta fora dela?
Por que a família, se temos amigos?
Por que cuidar do planeta, se os outros não cuidam?
Por que a política, já que somos tão desorganizados?
Por que o dinheiro, se logo o gastamos?
Por que a saúde, se optamos pela doença?
Por que a paz, se o que gostamos de ver é a violência?
Por que o amor, se optamos pelo prazer?
Por que matar, sem mal vivemos?
Por que viver?  se aos poucos morremos...
(Felipe Andretta, 22-10-2009)

Homenagem a um grande amigo.

Grande Caio Simpatia, sabio das noites acadêmicas.
Obrigado irmão.


O encontro de Saramago com Deus

Sensacional!!!

Como se dissesse água
Fico imaginando como foi o recenteente encontro
entre dois antigos desafetos: Saramago e Deus.

- Seja bem-vindo, José. Surpreso em Me ver?
- Pois estou mais surpreso em ter sido aceito aqui no céu.
- E por que Eu não te aceitaria?
- Porque sempre desdenhei do Senhor e desse lugar aqui, ora.
- Mas é exatamente por isso que você está aqui.
- Para uma vingança póstuma Sua, imagino.
- Não, pelo contrário: para Eu te recompensar.
- Me recompensar? Por ter blasfemado o Senhor e Seu filho?
- Você também é meu filho, José.
- Só acredito vendo o teste de DNA.
- E de todos os Meus filhos, é um dos poucos que nunca Me pediu nada.
- Decepcionei-te?
- Não, nem um pouco. Tanto que até te ajudei a ganhar o Prêmio Nobel.
- Votastes em mim? Não sabia que eras membro da Academia...
- Não votei, mas fiz Meus votos.
- Fizestes votos? Então fraudastes a eleição dos suecos, Gajo!
- Não se faça de tolo, José. Agora não há mais motivos para zombar de Mim.
- Pois bem, então já que o Senhor existe, exijo algumas explicações.
- Chegou a sua hora de perguntar.
- Por que deixastes o mundo do jeito em que está?
- Eu o criei para ser de outro jeito.
- Então o criastes para depois o abandonares?
- Não o abandonei. Eu o deixei para vocês tomarem conta.
- O Senhor o deixou para os banqueiros, para os políticos... não para nós.
- Deixei-o para todos, José.
- Mas por que nem todos têm acesso igual às mesmas coisas?
- No início, tinham. E deveriam ter até hoje.
- Então por que o Senhor não intervém?
- Eu já fiz Minha parte. Agora está na mão dos homens.
- Dos homens milionários norte-americanos, suponho.
- Não, esses ficarão com pouco.
- Bom, se esses ficarão com pouco, então quem ficará com muito?
- Você.
- Eu?
- Sim. Não disse que iria te recompensar?
- Mas por que não recompensas as crianças que morrem de fome na África?
- Porque não estou falando de recompensa material.
- E que tipo de recompensa eu mereço, ora pois?
- A eternidade.
- Como assim?
- A partir de agora, José, você é eterno.
- E o que fiz para merecer isso?
- Você se imortalizou. Simples assim.
- Curioso: precisei morrer para ficar imortal.
- Na verdade, você já era eterno antes de vir pra cá.
- Bom, se o Senhor está falando, quem sou eu pra discordar.
- Engraçado... antes de morrer você discordava bastante de Mim.
- Não me leves a mal, mas agora usarei minha eternidade de outra forma.
- "Não tenhamos pressa. Mas não percamos tempo."
- Conheço essa frase...
- Sim, foi você que escreveu.
- E como a sabes?
- Você deveria saber que Eu sei de tudo.
- Bom, até onde eu sei, acabamos de nos conhecer.
- Pois Eu te conheço desde quando você era serralheiro mecânico.
- E nunca me falou nada?
- Falei sim. Você que não ouviu.
- Se tivesse Te escutado, teria ouvido.
- Se acreditasse em Mim, teria escutado.
- Bom, não vamos transformar isso em uma discussão eterna, vamos?
- De acordo.
- Então o Senhor leu todos os meus livros?
- Todos.
- Ainda bem que não és um crítico literário...
- Pois saiba que gostei bastante do que li.
- Pois não deves entender bem o português, só pode ser.
- Entendo sim. Sou brasileiro, se esqueceu?
- Nunca soube disso.
- É porque você não deve gostar muito de futebol.
- Não mesmo. Mas voltando aos livros, algo que escrevi Te irritou?
- Nada.
- Nem o meu descrédito no Senhor?
- José, Eu nunca fui esse tal Deus em que você não acreditava.
- "Todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas não encontro."
- Sim, Eu li essa sua frase também.
- E mesmo assim não mandastes um sinal?
- Se você estivesse falando comigo, teria mandado.
- Se soubesse que o Senhor existia, teria falado.
- "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
- O Senhor realmente conhece minhas frases... estou surpreso, confesso.
- De todas que você escreveu, só existe uma que não entendi até hoje.
- Então chegou a Sua hora de perguntar.
- É a dedicatória em seu último livro para sua esposa Pilar.
- "À Pilar, como se dissese água". Essa?
- Exato. O que quer dizer?
- Esquece. O Senhor jamais entenderia.
- Mas agora temos a eternidade inteira para você me explicar.
- Mesmo assim. A eternidade é pouco tempo para o Senhor entender isso.
- Por que?
- Porque o Senhor nunca amou uma mulher.
- José, José... Você não existe...

Eco Moliterno é Diretor de Criação da Africa

Homem vive em ilha construída por ele mesmo.

 Isso mesmo, pode parecer incrível, mas o homem abaixo demorou cerca de 2 anos e meio para construir a ilha onde mora, ele utilizou várias garrafas pet para fazer a ilha flutuar, e o mais interessante é que ele deixou o negócio bem real, colocou areia, plantas, parece realmente uma ilha. Assistam, link abaixo, só passar o mouse que ele aparece.

http://www.youtube.com/watch?v=3mC43CddkLQ&feature=player_embedded#!

TO PAGAAAAAAAANDO.

A conseqüência, para o ser humano, de viver fora da sua freqüência natural, é que somos os únicos seres do planeta que precisamos pagar para nascer, pagar para viver e pagar para morrer, o que não acontece com as demais espécies.